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Realismo

Machado de Assis

O maior prosador brasileiro, e o mais desconfiado dos narradores.

1839–1908Rio de Janeiro, Brasil2 obras no acervo

Neto de escravos alforriados, gago, epiléptico e autodidata, Joaquim Maria Machado de Assis começou como tipógrafo aos dezessete anos e terminou presidente fundador da Academia Brasileira de Letras. Entre uma coisa e outra, reinventou a prosa em língua portuguesa.

A virada acontece em 1881, com as Memórias Póstumas de Brás Cubas. Machado abandona o romance de enredo e passa a escrever livros que conversam com o leitor, interrompem a si mesmos e desconfiam do próprio narrador. Dom Casmurro, de 1899, leva isso ao limite: o livro inteiro é a versão de um homem só, e cabe a quem lê decidir se acredita nele.

Para quem treina digitação, Machado é exigente na medida certa. A frase é curta, a pontuação é precisa e o vocabulário não tem gordura — cada vírgula está onde está por um motivo.

Morreu em 1908. No Brasil, a proteção cessa 70 anos após a morte do autor, então sua obra é de domínio público desde 1979.

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