Classicismo
Luís de Camões
A epopeia da navegação portuguesa, em oitavas de dez sílabas.
Camões viveu a expansão marítima por dentro: serviu como soldado no norte da África, onde perdeu o olho direito, e passou mais de uma década no Oriente, entre Goa, Macau e Moçambique. Voltou a Lisboa pobre, com o manuscrito que publicaria em 1572.
Os Lusíadas tem dez cantos em oitava rima, cada verso com dez sílabas métricas. A forma é rígida de propósito, e é isso que torna o poema o texto mais exigente deste acervo: a linha termina onde Camões decidiu que termina, e a pontuação carrega o ritmo.
É o único autor aqui escrevendo em português europeu do século XVI — a grafia foi modernizada, mas a sintaxe é a dele.
Morreu em 1580. Obra em domínio público há séculos, em qualquer jurisdição.