Naturalismo
Aluísio Azevedo
Trouxe o Naturalismo para o Brasil e o apontou para o cortiço.
Aluísio Azevedo queria ser pintor e virou romancista por necessidade — escrevia folhetins para sustentar a família depois da morte do pai. Foi também caricaturista, e a ironia visual de quem desenha charge nunca saiu da sua prosa.
O Cortiço, de 1890, é seu livro central. Azevedo desloca o protagonismo das pessoas para a habitação coletiva: o cortiço nasce, respira, cresce e devora. É Naturalismo em estado puro, com o meio determinando o destino de quem vive nele.
Abandonou a literatura ainda jovem para seguir carreira diplomática, e morreu em Buenos Aires sem ter voltado a publicar ficção.
Morreu em 1913. Obra em domínio público no Brasil desde 1984, pela regra de 70 anos após a morte.